segunda-feira, 21 de março de 2011

Bang bang, he shot me down!

Os olhos mantinham-se fixos no teto ainda que sua mente vagasse por lembranças, essas que obrigavam seu rosto – antes límpido – encharcar-se. A voz embargada, praticamente presa, pelo choro que estava por vir. Silêncio. As lágrimas escorriam por ambas as bochechas descendo até as orelhas a fim de tocar o travesseiro macio. Lufadas de ar a acompanhavam. “Eu sinto tanto a sua falta.” Disse em tom baixo, mais para si do que para o vazio no peito e no quarto. Jurou a si mesma que dormiria ainda que doesse ao acordar.