quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Seria deveras considerável escrever e descrever uma pessoa a qual se conhece. Mas para isso deveria estar preparado, entrarei em zonas desconhecidas, diversos sentimentos espalhados por toda a casa, dores sem culpa penduradas feito enfeites; amores - se é disso que posso chamá-los - extraordinários tirados e espalhados pela mesa da cozinha, enchendo a geladeira por completo. Algo tão significativo como meu coração e dessa vez lhes falo como seu sentido único: Um orgão. Escolher a trilha sonora para o momento ideal, escrever uma carta que possivelmente não será lida. O sentimento recíproco que se regenera, ou pelo menos deveria. Meu pensamento mantém-se em apenas um deles: saudade. Ela dói, me esfola e me mata aos poucos. Procuro refugio em qualquer coisa, algo que me tire desse ardor - que já não sei se é do peito ou do álcool que não costuma descer terno pelo meu esôfago - e nada encontro. Vodka, cigarros, e um beijo. Boa noite. Boa? Me irrita ler e reler textos tão piegas, e aqui estou eu disposta de uma hipocrisia sem igual. Hoje em dia as coisas tem sido diferentes, tenho preguiçar de sofrer. Realmente.
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